Seminário Internacional de Jornalismo Investigativo em Maputo destaca papel da imprensa no combate à corrupção

O ÍNTEGRA, em parceria com o Centro de Integridade Pública (CIP), realizou no dia 9 de Dezembro, em Maputo, o Seminário Internacional de Jornalismo Investigativo, reunindo jornalistas, estudantes, activistas, representantes da justiça e parceiros internacionais.

Integrado nas celebrações do Dia Internacional de Combate à Corrupção, o encontro destacou o papel essencial da imprensa na promoção da transparência e no reforço da democracia em Moçambique.

Na abertura, Edson Cortez (Director Executivo do CIP), Mónica Pereira Mata (Coordenadora de Projectos na AECID) e Abel Piqueras (Representante da Delegação da União Europeia em Moçambique) sublinharam a importância do jornalismo para garantir a transparência e a celeridade no julgamento de casos de corrupção.
Mónica Pereira Mata salientou que o jornalismo investigativo é “um motor fundamental para expor práticas ilícitas, informar os cidadãos e fortalecer instituições”. Já Abel Piqueras declarou que “não há democracia funcional sem um jornalismo forte”.
As intervenções reforçaram o compromisso institucional com a integridade pública e com o apoio a iniciativas que fortalecem a liberdade de imprensa.

O primeiro painel trouxe as experiências de Micael Pereira (jornalista do Expresso, Portugal), Lázaro Mabunda (jornalista e Pesquisador do Centro de Integridade Pública – CIP) e Ernesto Nhanale (Pesquisador de Comunicação e Director Executivo do MISA Moçambique), que abordaram os riscos enfrentados pelos profissionais da comunicação social, a necessidade de rigor na verificação da informação e os desafios colocados pela influência política e económica sobre os media.

O segundo painel reuniu operadores judiciais, organizações da sociedade civil e instituições governamentais, discutindo a protecção de jornalistas e denunciantes, as fragilidades no tratamento de casos de violência baseada no género e a importância da litigância estratégica em processos de corrupção.
Os intervenientes defenderam uma maior articulação entre media, justiça e sociedade civil para garantir investigações mais eficazes.

A cerimónia terminou com a entrega dos Prémios de Jornalismo Investigativo 2025, distinguindo trabalhos de Isaías dos Anjos Bernardo Sainete e Adélia Cândido Beula (1.º lugar), Manuel Osório Januário Nachico (2.º lugar) e Faruk Manuel Alberto (3.º lugar).
O seminário encerrou com o apelo à consolidação do jornalismo investigativo como pilar fundamental da democracia e da responsabilização pública em Moçambique.