O Centro de Formação Jurídica e Judiciária (CFJJ) inaugurou, no dia 3 de Julho, na Matola, o seu novo Centro de Recrutamento e Selecção, numa cerimónia que marcou um momento histórico para a modernização da formação e selecção de profissionais do sector da justiça em Moçambique. O evento, que decorreu sob o lema “Formação e Integridade: Pilares de uma Justiça Moderna ao Serviço do Cidadão”, contou com a presença do Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, do Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Manuel Muchanga, do Presidente do Tribunal Administrativo, e de um representante do Conselho Municipal da Matola.
A cerimónia de inauguração incluiu o descerramento da placa e o corte da fita inaugural pelo Ministro da Justiça, seguido de uma visita guiada às novas instalações. O espaço, que surge no local onde antes existia uma ruína junto à sede do CFJJ, inclui salas de formação, gabinete de psicologia, laboratório de informática e uma sala principal, permitindo ao CFJJ gerir de forma autónoma e moderna todo o processo de recrutamento e selecção de candidatos às carreiras da magistratura e de outras profissões do Sistema de Administração da Justiça.
Logo após a inauguração, teve início o V Conselho Coordenador do CFJJ, um espaço de reflexão e debate sobre os rumos da formação jurídica e judiciária em Moçambique. O encontro, que reuniu especialistas nacionais e internacionais, abordou quatro eixos temáticos: Formação, Integridade e Transformação do Sistema de Justiça; Inovação e Transformação Digital; Sustentabilidade Institucional e Parcerias; e Balanço das Actividades do CFJJ e Planificação para 2026.
A nova infra-estrutura e o Conselho Coordenador inserem-se num conjunto mais amplo de reformas apoiadas pelo ÍNTEGRA – Programa de Apoio ao Combate à Corrupção em Moçambique, que incluem a revisão dos procedimentos de recrutamento e selecção, a revisão curricular e do modelo pedagógico da formação inicial e contínua, bem como a capacitação dos formadores do CFJJ em metodologias de ensino baseado em competências, em parceria com a Escola Nacional da Magistratura de França. O edifício, erguido “pedra a pedra”, simboliza o compromisso com uma justiça mais íntegra, transparente e próxima de todos os moçambicanos.